25.6.17

Whatever it takes (...)







Já faz algum tempo, desde que perdi o rumo da blogosfera. A vida não espera por ninguém. Dá-nos a volta e arrasta-nos pelos seus caminhos sinuosos, altos e baixos, velozmente. Dou por mim e mais um semestre terminou, iniciando-se repentinamente a temida batalha pelas positivas nos exames finais. Não resta tempo, nem sequer para respirar. Esta semana um exame, para a semana outro, e assim sucessivamente. O meu corpo suplica por descanso e pela libertação de uma longa semana de férias, junto do mar. Mais do que isso, a minha mente reclama por paz, reclama que a oiça, que ceda aos desígnios do meu "eu" criativo. Preciso desesperadamente de escrever. São demasiadas as ideias que se acumulam e ficam perdidas no papel branco do meu bloco de notas. Reclamam por vida. Vida que só eu lhes posso dar. Como se não chegasse, sou traída pelos meus próprios nervos, que me consomem, largando-me numa instabilidade perigosa. Ora me sinto perdida, ora me sinto confiante. As emoções precipitam-se dentro de mim, às vezes contraditórias, outras vezes julgando-se tão certas. Desajeitadamente continuo a olhar em frente, seguindo por entre tropeções e corridas. Não tenho pressa. Ou talvez tenha. Não dá para ultrapassar o tempo. É o passado que faz o futuro valer a pena. E pelo meio, temos o presente, que nos permite construir esse futuro. Não é fácil. Nada é fácil. Mas hei-de lá chegar.