9.2.17

parece que estou de volta




Eis que 2017 começou, e começou da pior forma. Este mês é para esquecer, para riscar, permanentemente, das minhas memórias. Acho que já gastei a minha dose de lágrimas para o ano todo. Primeiro, fui sugada para uma época de exames de loucos, com provas umas atrás de outras, sem tempo para estudar, sem tempo sequer para respirar. Demasiado stress. Demasiado cansaço. Dei por mim a desesperar. Pensei mesmo em desistir, pela primeira vez em três anos deste curso. O ano que passou não foi nada simpático. Muitos problemas familiares, muitos desencontros, muitas preocupações. Não foi nada favorável ao que se seguiu no fim do semestre. Mas querem saber uma coisa? Sobrevivi. Como sempre. Nós pensamos sempre que não temos mais forças, mas no final de contas, somos sempre mais fortes do que pensamos, resistimos e continuamos a resistir. Foram negativas atrás de negativas, mas chegou um dia em que acordei, e parecia despertar de um pesadelo. Já nem me lembrava da última vez em que me havia sentido "normal". E desde esse dia, tudo voltou ao seu estado de coisas natural. Tudo começou a funcionar bem novamente. Já não estava mais cansada. Já não me sentia mais triste. Renascia o otimismo em mim e as notas começaram a subir. Fui, pela primeira vez, a uma prova oral, e correu melhor do que esperava. Agora que olho para trás, só quero mesmo esquecer. Foram semanas horríveis. Mas tudo acontece por uma razão. Não há maior verdade. As aulas estão prestes a começar. Mais um semestre. Assim é a vida de uma estudante de direito.