24.12.15

Feliz Natal





O meu único pedido neste Natal era ter a minha família reunida, com paz e alegria. É também o que desejo a todos vocês e que possamos acolher com amor este espírito mágico e ficar com boas memórias da noite mais "branca" do ano. 


Um Feliz Natal para todos, meus queridos seguidores e visitantes! 


22.12.15

ao ponto que este país chegou






Não sei se já ouviram esta notícia, mas a mim deixou-se particularmente chocada. Fez-me também pensar em outras situações que já vivi e apercebi-me de que estamos a caminhar para um mau fim. Trata-se de uma notícia que nos relata o caso de um rapaz de 29 anos, com um aneurisma grave, que foi transferido para o Hospital de São José a fim de ser operado com urgência, durante um fim-de-semana, e que acabou por falecer porque teve precisamente três dias à espera dessa operação. O que sucedeu é que o deixaram morrer, com o fundamento de que não existia a equipa médica especializada por ser fim-de-semana. Expliquem-me lá, somos animais ou quê? É que nem os animais devem ser deixados a morrer desta maneira! E casos como estes não são raros, infelizmente. A vida humana já não tem valor. É uma prova evidente disso. As pessoas são deixadas a morrer porque outras pessoas já não dão valor à profissão que acolheram. Porque a remuneração que recebem ao fim do mês já não justifica o esforço. É cruel. Desumano. Não me cabe na cabeça. A humanidade destes seres humanos está a entrar em extinção. Cada vez mais. 
Anteriormente já tinha ouvido alguém dizer-me, um professor, que já não se cansava porque já não recebia um salário que o compensasse pelo esforço. E realmente, não se cansava mesmo. Era mau professor. Não dava notas justas. Mas agora tudo se baseia no dinheiro? Estamos mal, muito mal. Tenho pena das gerações que hão-de vir. Este mundo já não é um lugar bom. A bondade, a humanidade, todos os bons valores estão a desaparecer de dia para dia, estamos a regredir e não há como parar esta evolução negativa. 


"namorando"






Ando a namorar este vestido há semanas. É da Stradivarius, com um preço acessível de 15.95 € e é tal e qual a minha cara. Gosto bastante de vestidos deste género, soltos, leves e simples. A cor é uma das minhas favoritas, e será nesta cor que vou comprar, mas também há o mesmo vestido em preto, vermelho e cinzento. Não gosto de vestidos muito justos, sinto-me mais à vontade com este modelo. Só espero que me fique bem, ou seria uma grande desilusão, pois eu adoro mesmo o vestido. 







Estou a pensar também comprar uma saia e encontrei estas duas também na Stradivarius, com o preço de 17.95 € cada uma. Estou indecisa, gosto bastante das duas e são agora uma grande tendência. Decisões, decisões.... 






Qual escolheriam? Gostam destes modelos? 
Que vos parece? 




19.12.15

acontece-me cada coisa





Desde já peço desculpa pela minha ausência, mas chegada esta época, chega uma carga de trabalhos que não tem que ver apenas com a euforia do Natal, mas também com a época de exames que se aproxima. O stress e o cansaço vão ser constantes nos próximos dias e por isso é normal que fique um pouco distante da blogosfera, mas não se assustem, tenho a agenda preenchida demais! Bem, passei hoje para vos falar de algo que me aconteceu ontem, que foi um verdadeiro "dia de cão", sempre a correr, sempre quase sem respirar fundo. Tive que levar a minha avó a uma consulta e quando finalmente estávamos despachadas de tudo o que tínhamos para fazer, resolvemos ir fazer umas compras de Natal. Deixei-a numa loja, cá da terra, e fui à procura de estacionamento. Como não existia, resolvi parar num estacionamento mesmo em frente à loja, que era pago. A verdade é que só fui à loja buscar a minha avó e pagar, nem cinco minutos durou, até que me apercebi de que as funcionárias da loja estavam a comentar que um agente da GNR estava a registar as matrículas dos carros que estavam no estacionamento em frente. Perguntei se por acaso o dito cujo tinha registado a matrícula do meu carro e elas disseram-me, alarmadas, que tinha sido logo o primeiro. Escusado será dizer que a minha avó ficou bastante revoltada e eu quase me ri da situação. Pensei logo que não havia mais nada que me pudesse acontecer naquele dia. Pagar 30 euros por uns meros cinco minutos? Não me cabia na cabeça. Foram meros instantes. Cheguei à loja, paguei as compras, e durante esse instante um polícia resolve apontar a minha matrícula para me multar e desaparece tão depressa quanto apareceu. Fiquei danada. Há gente na minha terra que tem os carros dias e dias naquele estacionamento e não pagam um cêntimo, e a má sorte calhou-me logo a mim. Mas não me conformei, nem fiquei à espera que a multa me chegasse a casa. Fui direitinha ao posto da GNR e expliquei a situação, argumentando que não achava justo quando há casos bem piores a que os senhores agentes fecham os olhos. O polícia que me atendeu foi bastante compreensivo e entrou em contacto com o agente da patrulha que circulava pelas ruas onde tudo aconteceu e resolveram ignorar a minha pequena infracção. Foi a minha primeira experiência deste género e não quero mesmo voltar a repetir. Verdade seja dita, se as coisas não tivessem corrido tal e qual como correram, tinha umas quantas situações para denunciar, bem piores do que os meus cinco minutos contra a lei, e bem piores porque os senhores agentes conhecem-nas bem mas não se dão ao trabalho de as resolver. Amigos, amigos, negócios à parte, mas isto não se aplica muitas vezes. 



11.12.15

dramas da faculdade





Tenho andado um tanto frustrada ultimamente. Nunca ninguém disse que Direito era um curso fácil, eu tinha plena noção do que me esperava e foi por saber que era complicado que aceitei o desafio, porque gosto realmente de trabalhar e de matérias complexas. O problema na Faculdade de Direito de Coimbra são as notas. É raro surgir uma nota acima do 15 nas pautas. Por mais que eu estude, trabalhe e leia os livros, mais desiludida fico com o resultado. Não se trata da dificuldade das matérias, nem de não compreensão, porque com o estudo tudo fica mais claro e torna-se fácil de entender. O problema, ainda não o descobri. E torna-se saturante. Sofro demasiado por antecipação e penso demasiado nas consequências da minha miserável média para o fim da licenciatura, para o qual ainda faltam dois anos, sem contar com o segundo semestre deste ano. A nota mais alta que obtive no primeiro ano do curso foi um 13. Saí da primeira frequência a julgar ter tido pelo menos um 14, pois tenho noção de que respondi acertadamente, coincidia com o meu estudo, mas tive um 11. Falhei ao não ir à designada mostra de provas e secalhar é isso que devo começar a fazer. Tenho de tentar remediar isto. Está a tirar-me do sério e começo a pôr em causa as minhas capacidades e a pensar se o problema está nos meus métodos de estudo, que antes sempre me conduziram no bom caminho. Sinto-me mesmo perdida. E sei que não posso perder a força nem a motivação, mas quando penso no assunto, sinto-me fraca. 


7.12.15

a relação especial "margarida-jeans"



(imagens do site Pull&Bear)


Como se pode perceber pelo título desta publicação, tenho uma espécie de relação especial com jeans no geral. Para ser mais específica, sou esquisita no que toca a comprar calças. Comprei uns jeans do tipo que se pode observar na primeira imagem, um pouco mais claros, na Pull&Bear - onde aliás compro todas as minhas calças, - e esclareçam-me cá uma dúvida: tem algum mal comprar umas calças deste género em pleno Inverno? A minha irmã mais nova, primeiro, pensava que as calças me estavam curtas, segundo, quando finalmente percebeu que é o carácter normal do modelo, pensava que se tratava um modelo mais específico para o Verão, obviamente por serem curtas! A rapariga baralhou-me um pouco os miolos, verdade seja dita, mas eu adoro os jeans e vou usá-los com sapatos ou ténis. Comprei ainda um modelo de ganga mais escura, de cintura subida, igual aos jeans da imagem que se segue. 






Adorei este modelo. Nunca tinha usado calças de cintura subida, fazia-me confusão por ter um pouco de barriguinha proeminente, mas gostei imenso, são confortáveis e elásticas. Em breve estou a pensar comprar mais dois pares, quanto mais não seja só vou experimentar. Sim, porque sou capaz de experimentar uns dez pares e não gostar de nenhum! 











Quais as vossas preferências? O que acham? 



4.12.15

o sol da minha vida






As memórias daquela tarde perseguem-me, todos os dias. Passados quase três anos ainda me questiono sobre como aconteceu esta nossa história. Como me apaixonei por ti permanece um mistério. Aconteceu lentamente, isso consigo agora entender. Aconteceu lentamente nos olhares que trocávamos, na tua presença quieta e confortante, no teu sorriso brincalhão, nas tuas brincadeiras que antes me tiravam do sério e de repente passaram a ser uma necessidade, uma necessidade da tua proximidade. Agora sei o que é realmente apaixonar-me. Agora conheço o verdadeiro sabor da paixão e jamais imaginei que eras tu, ali sempre ao meu lado, que irias mudar tão radicalmente a minha vida. Preciso de ti. Sempre precisei. Preciso de ti todos os dias. Preciso da tua presença que me preenche e dá sentido a tudo. Fazes-me rir como ninguém algum dia fez. Fazes-me feliz só de pensar em ti, na alegria que me dás a cada novo amanhecer, no amor que renasce em mim de cada vez que te olho. Posso repetir isto e muito mais, sempre, pois não existem palavras, adjetivos, poemas ou melodias que expliquem o que sinto, esta imensidão que sabe tão bem, que me dá tanta paz. Encontrei o meu lugar no mundo. É isso. Aquela sensação de que não há mais nenhum sítio onde pudesse estar, onde desejasse estar, senão aqui, ao teu lado, nos teus braços, de mãos dadas, rindo contigo, beijando-te, contemplando-te, amando-te. És o meu tudo. Sem ti era um nada desconcertante e errante. Contigo estou preenchida. Contigo sou feliz. Sempre. Em ti tenho um amigo, um amante, um confidente. Em ti, sou melhor, sou mais eu. Podemos ficar assim até ao fim?



1.12.15

Uma pequena grande mudança por estes lados










Já devem ter percebido que ocorreu uma renovação neste meu cantinho. Tratou-se de uma mudança que me deixou tremendamente feliz e finalmente o blog parece estar tal e qual a combinar comigo. Conheci o Written by Joana através da blogosfera, enquanto procurava novos blogues para ler, e decidi aceitar o desafio e aderir ao projeto que esta fantástica jovem leva a cabo. Jamais imaginei que o resultado iria ser este e me deixaria tão satisfeita. Recomendo que dêem uma espreitadela, fiquem a conhecer o projeto, e vão ver que não se arrependem! 





O que mudou por aqui

- O url o blog foi mudado para fazer sentido com o nome 
- Todas as cores aplicadas foram baseadas no novo cabeçalho
- Adição de um cabeçalho e centralização
- Bloqueador de cópias contra quem queira aceder aos meus conteúdos


Na barra lateral (sidebar): 

- Os títulos foram todos personalizados,
- Fotografia com as informações, rede social e o contacto de e-mail
- Caixa de pesquisa simples, 
- Widget dos seguidores
- Leituras atuais
- Arquivo do blog,
- Alusão ao design feito pela Joana, do Written by Joana


Nas mensagens: 
- Personalização do título e da data
- Assinatura personalizada 
- Adição de um separador de mensagens.


Na base do blog:
- As mensagens antigas, recentes e a página "home" foram personalizados com símbolos.

Extras:
Criação do logótipo circular



Digam-me, o que acharam?




19.11.15

entre conversas


Numa conversa casual com o meu namorado, perguntei-lhe se ele gostava de ir comigo às compras um dia destes. Ele torceu o nariz em desagrado e disse-me algo que me deixou a pensar. Disse-me que nós mulheres, mesmo que não gostemos do artigo, vamos procurar se existe o nosso tamanho para nos certificarmos se gostamos ou não, enquanto que os homens são muito menos complicados e se não gostam nem sequer tocam no artigo. E é por isso que nós mulheres demoramos muito mais tempo às compras e os homens são relativamente rápidos. O que não é bem assim, porque depende de pessoa para pessoa. A verdade é que o meu namorado disse tal coisa mas é muito esquisito e demora imenso tempo para escolher algo e quando existe mais do que um produto de que gosta ainda mais tempo se alonga na indecisão. Sei também de rapazes que são capazes de entrar em todas as lojas, enquanto que as mulheres já têm algo em mente predefinido quando entram num centro comercial para fazer compras. Porém, esta é a minha opinião e trata-se de um assunto muito amplo. Tal como a questão da vaidade, em que as mulheres são por natureza vaidosas, cada uma à sua maneira, mas há rapazes que igualmente são muito vaidosos e têm muita atenção à sua imagem. Por exemplo, o meu namorado, nas noites de segunda-feira, vem sempre a minha casa para assistirmos juntos à nossa série favorita. A primeira coisa que ele me pede quando entra aqui em casa é uma escova para se pentear, pois afirma que se não o fizer no dia seguinte acorda com o cabelo muito rebelde. Já desisti de tentar entender esta "mania" e até acho uma certa piada. 


E vocês, o que tem a dizer sobre isto? 

16.11.15

...




(Bershka, 25€99)



Com a chegada da época outono / inverno, chega aquela vontade de ir às compras para rechear o guarda-roupa das tendências em voga. Tenho de admitir, eu sou uma daquelas mulheres "loucas por compras", e decidi expressar as minhas ideias no meu cantinho, como tantas outras bloggers fazem. Atenção, não sou nenhuma expert no assunto! Tirem as vossas próprias conclusões. 

Para começar, estou a pensar adquirir uns sapatos como os da figura, da Bershka, que me parecem confortáveis. Comprei uns semelhantes na Primark e arrependi-me imenso, porque apesar do belo preço, são demasiado rígidos e os meus pés chegam ao fim do dia mais magoados do que se tivessem corrido dez maratonas. A questão do calçado comigo é muito simples: o que quer que seja que me passe pela cabeça comprar, não pode escorregar nem ter o mínimo perigo de tal acontecer. Já tive algumas experiências menos boas que me levaram a conhecer as pedras do chão de Coimbra de mais perto e garanto-vos, não é nada confortável, até porque o risco de ir a rebolar até ao Mondego não compensa. Quem anda por Coimbra sabe do que falo, principalmente quem tem de descer todos os dias da alta para a baixa. Então nos dias de chuva nem deixo comentários. Devido a este meu espírito desastrado, tenho cuidados redobrados a escolher o calçado. 



O que vos parece? Sabem de outros modelos e/ou preços? 


14.11.15

#prayforworld






Ontem foi um dia negro em Paris. Todos os dias são dias negros naqueles países como a Síria, a Crimeia, ou o Líbano, onde os atentados e as mortes são constantes. Mas nós só nos importamos quando o horror chega bem perto de nós. Quando temos de enfrentar "cara a cara" a morte, o terror, o medo. Quando percebemos que afinal não é só lá fora que as coisas acontecem. Não consigo entender as razões por detrás de todas estas tragédias. Não há deus ou religião que sirva de justificação. Depois há as discriminações. Como se todos os muçulmanos, árabes ou refugiados fossem farinha do mesmo saco, Há famílias que migram para fugir às calamidades e nem todos chegam com más intenções. Não é que eu esteja de acordo com os assustadores números de refugiados que a Europa tem acolhido, nem com os apoios desmedidos, porém não sou contra a ajuda às pessoas que de facto necessitam, mas essa é matéria para outra discussão. Há pessoas inocentes que não têm nada a ver com estes atentados e que agora vão ser discriminados. É por isso que eu afirmo que a maioria dos humanos tem pouca humanidade dentro deles. É como se nos estivesse na natureza, essa selvajaria de mente e de atitudes. E os governos? Esses, perante estes desastres, pouco fazem senão dizer umas palavras bonitas para a comunicação social. Coitados daqueles que estão "debaixo de fogo", mas não é nada connosco! Enquanto as mentalidades não se alterarem e não se erguerem vozes para operar medidas contra estes grupos terroristas, o mundo continuará em decadência. 


Rezo por Paris, e por todos os países que todos os dias são palco de guerra. 


12.11.15

"parar é morrer"






Vida de estudante não é fácil. Engana-se quem pensa que a faculdade são só festas, praxes e bebedeiras. Aliás, isso significa muito pouco perante o grande desafio que também muito poucos aceitam, que é passar a todas as cadeiras e empenhar-se realmente, gostar do que se faz (ou se estuda). Tudo isto para dizer que o meu segundo ano de licenciatura começou a todo o gás e na segunda semana já eu me perguntava se os professores gostam realmente de nos ver a sofrer com a quantidade de matéria que nos "descarregam" em cima. Direito não é um curso fácil e eu sabia bem disso. Gosto de coisas difíceis. Não gosto da monotonia. E estou orgulhosa de ter chegado aqui, sinto que finalmente estou no caminho certo. E como é que sabemos que estamos no caminho certo? Quando perdemos o interesse em olhar para trás, quando perdemos o interesse em interrogar-nos qual seria o resultado se tivesses optado por outra escolha. E todos os dias são dias de luta. As coisas que mais queremos não caem do céu nem nos são dadas numa bandeja - a não ser que sejamos mesmo muito afortunados. 

23.10.15

Ruas que espalham música






Coimbra. Tudo recaí neste meu relato sobre Coimbra. E tudo começa com um café e umas folhas rabiscadas sobre inúmeras matérias de uma cadeira problemática do curso de Direito. Café. Aquele sabor que me anima o corpo e a alma todas as manhãs. Calhou hoje ser um café de esplanada, porque me apetecia tomar o ar frio do rio e porque me apetecia apreciar calmamente a vida matutina da minha cidade. Por entre o fluxo de turistas, transeuntes e algumas faces fugidias nas janelas altas, surge-me um grupo de estudantes com o tradicional traje negro de Coimbra. Algo me faz olhar duas vezes. Do traje só têm afinal a capa e de estudantes parece-me terem pouco. Homens. Homens de barba, quarentões, carregando violas pela baixa. Observo distraidamente os seus movimentos e atento-me neles quando uma figura pequena se abeira do grupo nada invulgar. Um idoso abeira-se e da conversa animada que se inicia percebo pouco. Uma conversa entre muitas que se soltam para o ar na baixa de Coimbra. 

- Já ninguém fala em Fado, só querem saber do futebol. 

Coimbra. Já pouco te encontro nas entrelinhas o que te um dia caracterizou. Já nem mesmo a magia estudantil de outrora. Encontro-te o cheiro a água doce, encontro-te a magia nas noites em que sossegas com as tuas luzes deitadas sobre o espelho que é o Mondego. Encontro-te nas ruas apertadas e labirínticas que sobem até à Universidade. Encontro-te nas ruas em que a eternidade parou o relógio e as paredes transpiram essa melodia doce que transforma o poema em música e os sentimentos em profundidade. O Fado continua em ti, nos recônditos das tuas origens, imortalizado por quem ainda o aprecia e pelos que querem dele tirar proveito. Continua respirando nessas ruas cinzentas na penumbra da memória e de pedras carregadas de história. Sobrevive. Invade-me as veias quando o encontro e sopra-me no espírito uma miríade de memórias. Persiste, apesar de tudo. Cantos de outrora, aninhados sobre as águas. 
A música não tem idade. É um prazer eterno. Qualquer particularidade a torna única. Pode falar-se em futebol e os portugueses podem até ter-se esquecido, mas em Coimbra, como em muitos outras ruas de Portugal, ainda existe Fado, ainda existe tradição. Ainda existem ruas que contam histórias. 

19.9.15

É um dose de esquecimento, por favor!






O perdão não acelera o esquecimento das situações. A sua sombra continua lá, pairando sobre nós, mesmo depois de perdoarmos. O esquecimento é tramado, porque nem o tempo cura as feridas, apenas atenua a dor. E o esquecimento é ainda mais uma miragem quando a dor chega das pessoas que mais amas. Por mais que perdoes, que queiras prosseguir como se nada tivesse ocorrido, a memória faz questão de espicaçar a ferida para nos relembrar de como doeu. Por mais que não tenha razão, por mais que seja ridículo, há coisas que magoam e quebram algo dentro de nós, que não conseguimos identificar mas sabemos que esse "algo" misterioso nos mantinha na harmonia com a outra pessoa. O esquecimento é tramado, mas a memória é uma maldição manhosa ainda pior. 




3.9.15

Confiar é tarefa difícil





Começo a pensar que sofro daquela, tão hoje em dia usual, fobia chamada 'não conseguir confiar nas pessoas'. Mesmo aquelas que me são mais próximas, não são alvo da minha inteira confiança. O medo da deceção é mais forte do que acreditar nas atitudes que me abrem o caminho para confiar. Eu sei em quem posso confiar ou não, mas na hora da verdade - por assim dizer, - retraio-me a pensar nas feridas com que fiquei, derivadas de confiar demais, no passado. A verdade é que tenho medo. Medo de confiar outra vez e mais uma vez levar uma bofetada da vida. E esse medo impede-me de dar esse passo, de me aproximar dessa maneira. Já perdi muito por confiar e tenho receio de que tudo se volte a repetir. É mais forte do que eu. É um verdadeiro dilema, pois por mais que tente, por mais que me convença de que confio, o medo impele-me sempre a duvidar e faz-me pensar que posso perder por confiar, mas também posso perder por não confiar. Eu sei que há pessoas e pessoas e acreditem, eu não dou conversa assim a qualquer alma que me apareça no caminho, porém existem pessoas que estão comigo à muito, que me conhecem tal e qual como sou e mesmo assim permanecem, são dignas da minha confiança, embora me seja mesmo assim difícil concedê-la. Não sei como dar a volta a isto. Luto contra esse medo, mas não chego a lugar nenhum. Sinto-me tão perdida e sufocada que às vezes só me apetece mergulhar no silêncio da solidão e ignorar todos. 




6.8.15

Contigo perco o juízo





Sabes, nunca pensei amar-te assim, desta maneira, tão louca. Eras demasiado surreal, algo demasiado bom para ser verdade. Nunca pensei sequer que ainda hoje ia ter-te do meu lado. Tropecei em ti inesperadamente e nem sequer percebi o que estava a suceder, mesmo em frente aos meus olhos, mesmo dentro de mim. Sabes, nunca pensei querer-te tanto. Tu és a cura para todos os meus vazios, para todas as minhas dores. Tu és a minha felicidade, mas também a minha dor. Esta dor de te querer infinitamente e sentir-me sempre insaciada. Quero-te mais, sempre mais. Contigo perdi a noção dos limites. Contigo sei que posso ser eu mesma, posso mostrar-te quem sou por inteiro, sem restrições. É a tua boca quente que me faz tremer, o teu abraço seguro, o teu amor que é feitiço e doçura. A tua presença faz-me esquecer o mundo e o tempo torna-se mais lento quando vais. Eu sei que voltas. Voltas sempre. Voltas sempre para me amar, todos os dias, e me manter segura nesse teu carinho. Sabes, nunca pensei entregar-me a alguém do jeito insano como me entrego a ti, hoje, amanhã, ontem. Sempre. 




6.7.15

Factos sobre mim (2)






Há alguns anos, mais precisamente quando tinha 15 anos, floresceu em mim uma paixão avassaladora pela arte da escrita, pela arte de inventar e contar histórias, na sua forma escrita. Foi numa fase conturbada da minha adolescência, uma fase em que me tornei mais adulta mas também em que conheci a dor numa das suas formas mais negras. Uma fase em que fugia das pessoas para me refugiar nos monumentais mundos que os livros encerravam. E, aos poucos, floresceu aquele desejo que não me deixava dormir, invadia os meus sonhos e me tirava a atenção de todo o mundo exterior. É algo para o qual ainda não encontrei explicação. Escrevi um pequeno livro, que nunca editei, pois o preço era algo que jamais iria deixar os meus pais pagarem, embora o quisessem, na altura. Escrevi imensas histórias que ficaram por acabar. Imensas personagens cuja vida ficou por completar. E, com o passar do tempo, essa paixão acabou por adormecer dentro de mim. Esmoreceu, mas está sempre lá. Sinto-a de vez em quando, a resmungar, a chamar por mim, mas não sei como voltar a puxá-la para o centro do meu subconsciente. Quando o vento sopra, quando me sinto livre, quando sinto a natureza ou olho para o mar, ela chama-me. Quando leio alguns livros e vejo alguns filmes, ou mesmo ouço certas músicas, ela chama-me. Porém, tenho uma vida demasiado complicada para lhe dar a atenção de que precisa. A saudade às vezes invade-me o peito com um vazio que me magoa, porque é isso mesmo que esse esmorecimento deixou dentro de mim, um vazio. E esse vazio é preenchido momentaneamente nos momentos em que esse desejo de escrever dá sinal de si. Tenho saudades de criar. Criar as minhas próprias aventuras. Criar personagens, viver paralelamente com elas as suas histórias, dar-lhes felicidade, tristeza, dar-lhes a magia para respirarem. Sei que perdi o jeito. Sei que perdi a motivação. As ideias, tenho-as todos os dias, mas perdem-se quando pego na caneta e no papel. Perdi o jeito para imortalizar as personagens e os seus enredos. Já nem mesmo a poesia me espanta como outrora. E isso dói-me. Dói-me porque deixei escapar a magia por entre os dedos. No fim da única história que consegui acabar, chorei. Chorei por ter chegado ao fim, chorei de saudade, chorei porque consegui trazer ao mundo um pequeno mundo. Se isso não é magia, digam-me o que é, porque não sei o que mais lhe chamar. 




1.7.15

Bem-vindo Julho!





Mais um mês se avizinha. 
É um mês especial, pois celebra-se o aniversário de duas pessoas que muito amo, 
e celebra-se também o fim oficial dos meus exames e consequentemente do meu 1º ano 
da licenciatura em Direito. Para além disto, vamos ter festas durante uma semana
cá na terra, com um belo cartaz, e vem mesmo a calhar para relaxar e divertir um pouco. 


Um bom Julho para todos vocês, queridos leitores! 






29.6.15

Devaneios de uma loira (1)









Tem dias em que paro para pensar. Simplesmente fico quieta enquanto a minha vida me corre diante dos olhos e me sinto uma estranha neste imenso mundo, procurando descortinar o sentido desta minha história nas entrelinhas do que vivi e do que aprendi. Quem sou eu? O que estou aqui a fazer? Isso é o menos importante. Nunca vou saber ao certo quem sou. O ser humano é um mistério em si mesmo. Pode olhar para dentro de si quantas vezes quiser e julgar que sabe ao certo quem é, mas a verdade é que somos imprevisíveis. Disso é prova o facto de o nosso feitio mudar como as fases da lua. Ninguém é tão constante que não tenha alguma fase em que revele um lado de si que nunca antes veio à superfície. O que realmente importante é o que queremos ser, o que queremos ser na historia que todos os dias desenhamos com as nossas atitudes. E é nisso que eu penso, nesses momentos em que paro e percebo que ainda sou uma estranha. O que quero ser? O que quero concretizar? Todos nós temos oportunidades para concretizar algo. Algo bom, algo produtivo, algo duradouro que faça a diferença. Temos a oportunidade de concretizar uma vida. A nossa vida. Temos a oportunidade de nos completarmos. Porque, no final de contas, mais ninguém o pode fazer senão nós mesmos. Nós somos o motor das nossas vidas. Os outros são importantes, mas o essencial somos nós. Porque "ser é sempre mais importante do que ter". Nós somos o que somos até morrer. Mas podemos ter algo durante uma vida ou durante um minuto. Ter é algo inconstante. Algo que até pode ser um bom investimento, mas que pode ruir a cada instante. Ser é mais duradouro e fiável. Sermos fiéis a nós próprios, aos nossos sonhos e às coisas que queremos concretizar, é meio caminho andado para concretizarmos a vida que sempre quisemos, completa finalmente. O que quero ser? O que quero fazer para realizar a minha vida? Vou fazê-lo por mim, em primeiro lugar. Mas vou fazê-lo também pelas pessoas que amo. Pela minha família. Porque os outros são importantes, são parte da vida que queremos concretizar. Porque o amor é real e une as pessoas, de formas diferentes, é claro e também molda o que um dia seremos. Mas a mudança passa sempre por nós próprios. O passo entre o nada que somos e o tudo que podemos ser passa por nós, e é por isso que temos de ser, primeiro, nós próprios. A mudança está dentro de nós. Só temos de lhe dar a vida que precisa para concretizar a história que queremos que um dia contem sobre quem fomos. 






21.6.15

Factos sobre mim (1)






Eu sou daquelas pessoas que sonha quase todas as noites. Penso que sonhar é a forma de o nosso subconsciente se expressar e que podemos decifrar alguns dos nossos sonhos. Sei que há pessoas que não sonham e tem dias em que sinceramente gostaria de fazer parte desse grupo. Às vezes tenho sonhos que davam autênticos filmes, outras vezes são estúpidos e sem nexo e outras vezes ainda deixam-me meio pensativa. Tenho noites em que sonho e no dia seguinte não me lembro, por mais que tente. Os meus sonhos são, na maioria das vezes, reflexo de medos ou de coisas que desejaria que acontecessem. Ultimamente, parecem ser reflexo das minhas preocupações. A prova disso surgiu na noite passada. Acordei a meio da noite, estive uma hora acordada e quando voltei a adormecer voltei a sonhar com as mesmas personagens e com a mesma preocupação. Dois sonhos idênticos na mesma noite, que reflectiram uma grande preocupação minha em relação à minha avó. Há pessoas, como a minha mãe, que acreditam na teoria de que enquanto dormimos os nossos espíritos vão ao encontro de outros que fazem parte da nossa vida enquanto acordados. Eu tenho dúvidas. Acredito mais na teoria de que os sonhos são a comunicação do nosso subconsciente. 


Digam-me lá, que pensam vocês sobre isto?