Chegou mais uma época de exames, e com ela o fim do meu primeiro ano na Licenciatura em Direito. Depois deste ano, de tudo o que vivi e aprendi, tenho a certeza de que estou no caminho certo e de que gosto do que estou a fazer e do que posso concretizar no futuro. Por enquanto, avizinha-se a loucura e o desespero dos exames. Loucura, porque é sempre imensa matéria para pouco tempo de estudo, e desespero pelo mesmo motivo e pelo facto de os professores, neste curso em Coimbra, serem muito e talvez demasiado exigentes, portanto é raro existir uma alma com notas acima dos 14. Eu estou determinada a lá chegar, até porque uma das minhas metas é terminar a licenciatura com uma bela média, embora faltem três anos e muita coisa acontecer pelo meio. Uma das cadeiras deste semestre, designada Introdução ao Direito II está feita por frequências. Foi talvez a cadeira de que mais gostei, até porque simpatizei com o professor das aulas teóricas. O primeiro exame vai ser de História do Direito Português e admito que estou um pouco aterrorizada. Fui apenas às aulas práticas, porque no primeiro semestre tirei a melhor nota da minha pauta com a professora que agora me deu esta cadeira e gostei imenso das aulas dela. O sentimento manteve-se, mas quando realmente parei para perceber a quantidade de matéria que tinha de enfiar na cabeça em duas semanas, senti-me prestes a cair para o lado. E como se isso não bastasse, o professor regente da cadeira, que é quem faz o exame, tem a mania de inventar umas perguntas muito abstratas que são facilmente uma ratoeira. O segundo exame preocupa-me um pouco, porque no primeiro semestre eu fiz a cadeira por frequências e correu-me lindamente, mas agora o caso complicou-se: Direito Constitucional II. Depois, para organizar melhor o meu tempo, vou fazer Economia Política II e Direito Internacional Público II na Época de Recurso, porque preciso de imenso tempo para entender a matéria para o primeiro e porque o segundo é bastante fácil, respetivamente. Como podem ver, nestes primeiros tempos vou andar um pouco desesperada, em pânico, aflita, preocupada, e por aí adiante. Ai coragem!




