23.2.15

When I touch you, I touch happiness




Na nossa vida sempre ocorrem aqueles momentos em que, misteriosamente, ficamos suspensos no tempo, como se tivéssemos acordado de repente e reparado no que realmente estava a acontecer, e aí compreendemos certas coisas que parecem estar ocultas por detrás da rotina. Numa destas tardes, em que o sol decidiu iluminar-nos o dia, em pleno Fevereiro, tive uma dessas experiências. Olhei para ti, olhei verdadeiramente para ti, e senti, repentinamente, um misto de emoções, que apenas vieram reforçar este laço que nos une. Percebi, mais uma vez, que é isto que quero. É a ti que eu quero, do meu lado. É a ti que vejo no meu futuro e aquela certeza que me invadiu, ao olhar para ti, deixou-me em sobressalto. Poucas vezes sou confrontada com a dimensão deste sentimento, que parece crescer cada dia mais, e assusto-me, realmente assusto-me. Como é possível amar assim alguém? Como é possível sentir todas estas coisas, esta sede insaciável de ti? O amor é o sentimento mais misterioso. Aquele sentimento que nos dá uma imensurável felicidade, mas também nos pode destruir, dar-nos uma imensurável dor. É essa felicidade que me tens dado, constantemente. Cada toque teu é como uma onda de felicidade que trespassa o meu corpo e o deixa sem defesas. És a minha maior fraqueza, mas o meu maior apoio, incansável. Admiro-te e receio-te ao mesmo tempo, pois tens-me nas tuas mãos e nunca o permiti antes. Foste o primeiro a desvendar todos os meus segredos, todos os traços da minha alma, foste o primeiro que deixei entrar verdadeiramente no meu coração e não consigo deixar-te ir, expulsar-te. Quero ser amada por ti. Até ao fim dos meus dias.