17.8.16

When you start talking, I start walking





A minha vida transformou-se num campo de batalha. Quem eu julgava ser muito, tornou-se pó a fugir-me por entre os dedos, deixando para trás um sabor amargo e memórias de uma pessoa que, afinal, nunca existiu. O pior de tudo é o facto de o mesmo sangue nos correr nas veias, o que leva a que nunca possa ignorar totalmente a sua existência, como seria possível se não passasse de um perfeito desconhecido. O inimigo, encontrei-o dentro de mim. As minhas defesas são abaladas constantemente por essa outra mulher, no meu interior, que sobrepõe a sua voz à minha e luta para me derrubar e a todos os meus princípios. Eu digo para seguir em frente e focar-me no meu caminho. Ela diz-me para enveredar numa luta que já não desejo travar, por essas pessoas que fazem parte do meu dia-a-dia mas já pouco me dizem. Chega de mágoas. É hora de afastar de mim tudo e quem me faz mal, seja quem for, seja o que for. Sempre lutei por mim e pelos meus, mas percebi que há lutas que não valem a pena ser travadas e agora, finalmente, decidi ser egoísta como sempre me acusaram de ser. Agora sou só eu contra o mundo. E sinto-me bem com isso. Não me arrependo. Afinal, a primeira a escolher o esquecimento não fui eu. 


2 comentários:

  1. Puxa Margarida, muito forte! Muito muito forte!!!
    elisaumarapariganormal.blogspot.pt

    ResponderEliminar
  2. saudades da tua presença mais assídua neste mundinho:)

    ResponderEliminar

Diz-me o que pensas.