26.2.16

O tema da atualidade: VIOLÊNCIA




A atualidade, como devem saber, está recheada de notícias cujo principal tema é a violência, seja em que forma for. Nós vivemos num mundo violento, desde sempre. A civilização foi construída com violência, foi conquistada com violência e, sinceramente, julgo que irá terminar exatamente com violência, com os Homens a serem os "animais" que têm demonstrado ser quando praticam a violência. Parece que nos está na natureza. A mim não me cabe na cabeça como podemos ser tão cruéis, tão desumanos quando a humanidade devia ser a nossa principal caracteristica. A violência doméstica contra mulheres, homens, crianças, idosos, parece crescer de ano para ano, assim como as suas vítimas. Até a violência no namoro cresceu em relação aos anos passados. E isso preocupa-me bastante. Preocupa-me bastante que as pessoas partam para a violência com a facilidade que se tem manifestado. Aquelas notícias de vizinhos que matam outros, por discussão sem sentido ou sem gravidade, aquelas notícias de pais que violam os filhos, de mulheres que morrem às mãos dos maridos, muitas vezes já depois de terem apresentado queixa, o que ainda é mais grave. Digam-me lá, onde é que isto vai parar? Quando é que os humanos vão perceber que a violência não é meio para os fins, que não conquista nada senão a dor e o sofrimento, a morte? 

Já experimentei um tipo de violência psicológica muito falado atualmente e tenho alguém na minha família que, ao fim de quase cinco décadas, mantém-se casada com um homem que sempre a agrediu de todas as formas imagináveis. Já nem apresentar uma queixa às autoridades é solução, porque a maioria das mulheres que padecem de violência doméstica apresentam queixa e acabam sem vida. E isso é muito grave. Que mundo é este? Que herança vamos deixar às gerações futuras? Com certeza, uma herança onde os Homens são cada vez mais violentos. Onde as guerras parecem não ter fim. Onde as pessoas sacam de uma arma ou partem para a violência à mais infima coisa. E isso preocupa-me bastante e deixa-me uma sensação de impotência bastante desconfortável. 


3 comentários:

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