Venho partilhar com vocês um tema que ultimamente tem tido presença na minha rotina e nos meus pensamentos. Nesta altura do ano, são habituais as peregrinações ao Santuário de Fátima, como todos devem saber. Na minha terra passa uma estrada principal que está sempre repleta de peregrinos e é palco de muitas tragédias e polémicas. Bem recentemente, um jovem de 24 anos, que conheço de vista, despistou-se para a faixa de rodagem contrária e matou cinco peregrinos, colocando outros quatro em estado grave. No local do acidente, semanas antes, foi cortada uma faixa para que os peregrinos pudessem circular, embora mesmo assim a segurança não fosse assegurada. Muitas têm sido as notícias de mortes e atropelamentos, e as polémicas que rodeiam as peregrinações. Quem são os culpados? Peregrinos ou os irresponsáveis condutores? Eu digo que são ambos. Tudo passa pela visão das pessoas, está mais do que visto. Há condutores que não são minimamente responsáveis: antes de conduzir bebem, têm comportamentos que podem ser prejudiciais e quando vêem grupos de peregrinos não controlam a velocidade adotando comportamentos de risco. Porque ao conduzir, devemos ter em atenção os nossos comportamentos e os dos outros. Todos os dias conduzo 8 km de minha casa para a faculdade e tenho encontrado imensos peregrinos, grupos numerosos e para além disto, ao invês de circularem em fila, circulam em grupos de três, entrando mesmo na faixa de rodagem e atravessando a estrada repentinamente. Eu sinto um medo desgraçado. Medo de algum deles cair para a minha frente seja por que motivo for, medo de não conseguir travar a tempo, e isto já a 60 km/h sem exageros. Depois vejo outros condutores, que parecem sempre ter muita pressa, que nem sequer se desviam para segurança de todos, que andam a uma velocidade que até arrepia, que são negligentes, mal-educados e não devem ter amor à sua vida. Aqui está a justificação do porquê de eu culpar ambas as partes. Mesmo depois de tantas tragédias, tanto peregrinos como condutores continuam a cometer os mesmos erros, a adotar os mesmos comportamentos de risco, e claro, as mortes continuam, os atropelamentos continuam. Acho que deviam existir outros itinerários, mais seguros, secundários, para os peregrinos, mas dada a natureza das pessoas penso que muitos iam continuar a circular pelas estradas habituais, onde acontecem as fatalidades. Responsabilidade e prevenção são palavras que já não constam na cabeça de muito boa gente por aí.





É uma pena quando morrem inocentes por culpa humana. Mas a precaução nunca pode ser descurada, principalmente de noite!
ResponderEliminarAqui está uma ótima opinião sobre este assunto!
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